Texto base: Lucas 5.37-39 Para chegarmos nos odres gostaria primeiro de falar de João Batista. Era filho do sumo – sacerdote, desde pequena ouvia que um anjo apareceu para o pai dizendo que ele tinha um chamado para o ministério, todavia enquanto seus amigos iam para a Escola Bíblica, onde serviam diplomados e reconhecidos como líder, ele, porém era impelido pelo Espírito do Senhor para ir para o deserto. Enquanto seus amigos seriam conhecidos pregando nas sinagogas de Israel inteiro, ele ficaria desconhecido na margem do Jordão. Ele podia até pensar: “o que dirão de mim? Como levar a frente este chamamento sem saber nada? Não serei convidado para pregar.” O desejo de ir para o deserto foi mais forte que suas dúvidas, (Lucas 1.80). A escola de João foi o deserto (Lucas 3.2/3), não nos conceitos das Escolas Bíblicas e rabínicas da época. Ele não precisou ir ao povo, eles viam ao deserto. Sabe porque? As pessoas queriam ouvir não mais sobre tradições e hipocrisias religiosas, procuravam e desejavam mudança de vida. Veja o que aconteceu algum tempo depois: os discípulos de João vem a Jesus e questionam porque os seus discípulos não jejuavam e Jesus respondeu (Lucas 5.33-34). Eles já estavam bitolados a um sistema e não compreendiam que o jejum não era i que trazia o favor de Deus, o jejum não é o ato de manipulação da graça divina. O jejum deve desenvolver nossa percepção de ouvir a voz de Deus. Logo porque os discípulos de Jesus iriam fazer jejum se estavam com Ele. Por este motivo Jesus propôs a parábola (Lc 5.36-38). O vinho que a Bíblia fala é a presença do próprio Deus. (Efésios 5.18). Este é o vinho novo que devemos beber. Não devemos viver do passado, as experiências que tive no passado não serão as mesmas no futuro. Só entendemos a questão dos odres conhecendo como eles eram no tempo de Jesus. Eram bolsas feitas de couro de ovelha.Quando o vinho era colocado pela primeira vez, o odre era flexível e maleável. O couro esticava facilmente, sem qualquer resistência com o passar do tempo o clima contribuía para absorver a umidade do odre, deixando rígido e quebradiço. Depois de esvaziado do vinho velho, se fosse reaproveitado não agüentava o volume do vinho novo e nem suportava o processo de fermentação, rompendo-se com facilidade. Como torná-lo útil outra vez? O odre era deixado de molho na água durante vários dias, depois escovado com óleo de oliva, isto o tornava flexível e maleável outra vez. Eis ai um símbolo do que acontece conosco, pois somos os vasos do novo vinho espiritual. 1º. Efésios 5.26 - precisamos ficar ensopados com a Palavra de Deus. 2º. O tempo de oração diante de Deus pode ser comparado ao óleo de oliva. 3º. É necessário esgotar o vinho velho, logo a presença tangível de Deus se vai, na verdade é um jejum a presença de Deus, é um deserto. Por que ele se afasta? Para provocar em você um desejo de conhecê-lo melhor. A necessidade de buscá-lo nos deixa mais maleável e flexível de novo. As pessoas que param de buscar a Deus se tornam rígidas e inflexíveis, acomodam-se nos seus métodos de ministração, de oração, doutrina, etc. Apegam-se as formulas que deram certo em tempos anteriores, agora ultrapassadas. A palavra diz que não basta apenas orar, mas orar diligentemente (Jeremias 29.12-13), isto é, não basta orar religiosamente, mas de todo o coração. Tem um detalhe, quem toma do vinho velho, não gosta do novo (Lucas 5.37-39), nós como seres humanos somos inclinados a criar hábitos e vícios, por isto Deus é obrigado a romper o conforto em nossas vidas, nos pondo em desertos, e por causa da sequidão, nos prepara e cria um desejo de beber o Vinho Novo. Se você almeja a presença de Deus, você abrirá seu coração ao novo mover do Espírito em sua vida. Davi dizia (Sl 63.1-2) Em (Isaias 43.18-19) Deus alerta É no deserto que começa a jorrar o vinho novo! |